HISTÓRIA DA FABRICA DE SORVETES KIBON E A HISTÓRIA DO SORVETE NO BRASIL

Falar de sorvetes é fácil, pois existe quase uma unanimidade em relação a essa categoria de produtos. Contar um pouco da história da Kibon é algo muito gratificante, especialmente para alguém como eu, que teve a sorte de trabalhar numa empresa que só deixou doces lembranças. Como Gerente do Departamento de Marketing da Kibon-Sorvane, atuando nas regiões Norte e Nordeste, tive a oportunidade de coordenar o lançamento de diversos tipos de picolés, sorvetes em potes, sobremesas geladas e dezenas de outros deliciosos alimentos congelados. Na época a fábrica Sorvane, localizada em Recife, pertencia a Philip Morris em sociedade com o Grupo pernambucano Tavares de Melo, sendo posteriormente adquirida pela Unilever como é descrito a seguir.

O SORVETE DO BRASIL ALIMENTANDO PAIXÕES 
 Neve no porão
A história do sorvete começou com uma rixa na China, há cerca de três mil anos. Cozinheiros do palácio real disputavam para ver quem inventaria a receita mais saborosa e original. Ganhou uma mistura de neve das montanhas, suco de frutas e mel, servida ainda gelada. Quando a receita chegou à Itália, pelas mãos de Marco Pólo, no século XIII, ganhou novos ingredientes, como o leite, e tornou-se famosa entre os nobres. O gelato italiano só seria um produto mais acessível na França do século XVI, quando os cafés da “Cidade Luz” passaram a servi-lo fora do ambiente requintado dos castelos. Após uma escala na Inglaterra, o sorvete chegou aos Estados Unidos, onde, a partir de 1870, com as novas técnicas de refrigeração, se tornou um produto industrial e definitivamente popular.
Os americanos criaram receitas como o ice cream soda e o sundae e até hoje disputam a autoria da primeira casquinha com os italianos, que têm garantida a invenção do picolé, no começo do século XX. Antes de chegar ao palito, no entanto, o sorvete chegou ao Brasil. Em 1834, ele já era servido em “diferentes qualidades, tanto simples quanto amanteigados”, segundo cardápio de uma dupla de confeiteiros do Rio de Janeiro, e feito com gelo importado dos Estados Unidos. No caminho inverso daquele percorrido na Europa, a novidade iria das ruas ao palácio, onde Dom Pedro II se deliciava com o sabor pitanga nos últimos anos da monarquia no Brasil.
Um Sorvex, por favor
Durante décadas, a produção de sorvete no Brasil permaneceu artesanal. Até a ameaça de guerra entre China e Japão afugentar a U.S. Harkson de Xangai para o Rio de Janeiro, em 1941. Subsidiária de uma companhia norte-americana, a empresa começou produzindo ovos desidratados. Para compensar os períodos em que a fábrica ficava ociosa, justamente no verão, a Harkson adotou a milenar receita chinesa. Os sorvetes lhe deram prosperidade, em recordes como três milhões de picolés vendidos em um fim de semana.
Na nova sede, a empresa planejava repetir o feito. Em 1942, começavam a circular no Rio de Janeiro os primeiros carrinhos amarelos e azuis. Às cores, herança dos tempos em Xangai, acrescentou-se o nome: Sorvex Kibon. Os dois primeiros lançamentos se converteriam em clássicos: o sorvete Eskibon e seu colega de palito, Chicabon. Antes que a década acabasse, Kibon já era um sucesso.
Fermento na receita
Durante os anos 40, a família cresceu. Surgiram os primeiros tijolos de sorvete, em sabores clássicos, como morango e chocolate, e outros genuinamente brasileiros, como coco e castanha de caju. As campanhas publicitárias incluíam extravagâncias, como aviões sobrevoando as praias cariocas e lançando picolés de pára-quedas. Em 1949, o consumo em São Paulo exigiu que a Kibon passasse a produzir também na cidade. No ano seguinte, as duas fábricas precisaram se expandir para dar conta da demanda.
Até o fim da década de 50, mais novidades aparecem: sorvete em copinho e em lata, sundae, picolés de frutas tropicais e bolo gelado. Kibon passava até na TV, recém instalada no País. Em um dos primeiros casos de merchandising da televisão nacional, a marca patrocinou episódios do Sítio do Pica-pau Amarelo, em 1953. Dois anos depois, estreou programa próprio, a Grande Ginkana Kibon, que revelava talentos mirins da dança e da música.
Em pouco tempo, a atração se converteu em líder de audiência da TV Record, permanecendo nove anos no ar.
Caminhando contra o vento
No começo da década de 60, a Kibon já estava no Brasil de Norte a Sul. Apesar do sorvete famoso, a marca ainda produzia  ovos desidratados e congelados para a indústria de alimentos, além de balas, chocolates, cereais e sucos em pó. Tudo para depender menos da sazonalidade dos gelados, consumidos mais no verão. Mudar os hábitos de consumo dos brasileiros seria uma longa e constante batalha, que a Kibon começaria a vencer na década seguinte.
 Nas décadas de 1950 a 1970, os famosos carrinhos amarelos da marca vendiam os chocolates Ki-Bamba, Ki-Leite, Ki-Coco, Ki-Passas, Ki-Coisa e Lingote, além das balinhas coloridas Delicados, amendoim coberto com chocolate e jujubas. Os sorvetes da Kibon eram Já-já, de coco; Ka-lu, de abacaxi; Ton-bon, de limão; e os célebres Chicabon e Eskibon (na época, Chica-bon e Eski-bon, com hífen)
Desde a estréia da marca no Brasil, suas campanhas mostravam o sorvete como um alimento nutritivo, que poderia ser a sobremesa da família, e não apenas uma guloseima infantil comprada por impulso na praia. No entanto, em 1970, o índice de consumo de sorvetes no Brasil ainda era um dos menores do mundo: menos de 1 litro per capita ao ano. Por isso, em 1975, investir na linha doméstica tornou-se palavra de ordem. O aumento de poder aquisitivo da classe média em plena euforia do “milagre econômico” ajudaria a marca a conquistar seus objetivos. Um ano depois os índices de consumo já eram mais uniformes, de janeiro a janeiro, e Kibon detinha 60% do mercado nacional de sorvetes.
Do congelador para a despensa
Primeiro foram as latas, na década de 50. Foi a solução da Kibon para levar o sorvete para dentro de casa.  As embalagens logo se tornaram queridinhas das rainhas do lar. Acabada a sobremesa, elas iam para a despensa guardar mantimentos.  Em 1977, uma falha no fornecimento de folhas-de-flandres, matéria-prima das latas, fez a Kibon adotar o plástico, material que se tornara mais acessível. A mudança impulsionou as vendas naquele ano, com o sucesso da nova embalagem entre as donas-de-casa. As latas voltariam em 1982, para conviver em harmonia com os potes plásticos, em uma coleção decorada com motivos
art-nouveau. O sucesso foi tão grande que a Kibon lançou diversas coleções nos anos seguintes. Para não ficar para trás, as embalagens de plástico ganharam um diferencial em 1983, com o lançamento dos coloridos multipotes.
Mudar para crescer
No começo dos anos 80, as vendas por impulso, como de picolés oferecidos na praia, ainda representavam 70% das operações da Kibon. Crescer para dentro das casas dependia da mudança de hábitos dos consumidores, mas também de haver condições para a expansão. A década prometia mais do que as anteriores, graças à popularização de um eletrodoméstico básico: a geladeira. Em 1960, apenas 11% dos lares brasileiros tinham refrigerador. Vinte anos depois, 55% das casas estavam equipadas, ou seja, a maioria das famílias já podia armazenar o sorvete comprado no supermercado. Novas tecnologias também ajudavam a ampliar a linha de produção. Durante os anos 80, a instalação de máquinas mais modernas permitiu novas texturas e coberturas elaboradas, inéditas no mercado. Nessa conjunção, foi arquitetada uma explosão de lançamentos.
A linha de produtos para levar para casa ganhou filhotes, como caldas e coberturas, e a turma do picolé viu o surgimento de novos clássicos, como Brigadeiro, Tablito e Frutilly. Em 1985, dez anos depois de começar a investir nos produtos para a família, a linha doméstica crescia 15% ao ano. Em 1989, as embalagens para casa representavam 48% das vendas: sinal de que o brasileiro havia mudado seus hábitos de consumo. O crescimento também foi impulsionado por um novo alinhamento estratégico da empresa. Em 1982, a Kibon associou-se à Q-Refresco e repassou para ela sua linha seca, que incluía chocolates, sucos e balas. O objetivo era dedicar-se apenas aos sorvetes e colocar a competição em outro nível. Como era preciso encarar novos desafios para crescer, a partir de 1987, a Kibon passou a medir seu desempenho dentro do segmento de sobremesas, no qual competia com bolos, pudins e   frutas. Desde sua chegada ao Brasil, a Kibon detinha pelo menos 60% do mercado de sorvetes, mas nesse segmento mais amplo obtinha apenas 4% do consumo, era espaço de sobra para crescer.
Sorvetes sofisticados, marca popular
A década de 90 chegou com investimentos em tecnologia e em produtos mais sofisticados, voltados para o consumidor adulto. A primeira iniciativa, ainda em 1990, foi o lançamento dos potes Mövenpick, marca suíça de sorvetes finos, em sabores como nozes e framboesa. No mesmo ano, a Kibon se anteciparia à preocupação com o peso com o Diet Form, linha de baixas calorias que substituiu Bon-Regime. No fim da década, viriam Magnum e Cornetto. O sorvete tornava-se também questão de estilo de vida, um conceito tão valorizado pelo consumidor moderno quanto sabor e qualidade.
Cornetto e Magnum, o retorno
Em 1997, a Kibon foi comprada pela Unilever (na época Gessy Lever), na maior operação realizada pela empresa fora dos Estados Unidos nos últimos 60 anos. Sorvetes não era uma novidade para a proprietária. Em 1929, o fundador, William Hesketh Lever, comprara na Inglaterra sua primeira fábrica de gelados. Outras viriam, inclusive no Brasil, com a aquisição da Gelato, em 1973. A mudança agregou dois sucessos para a Kibon: Cornetto, invenção da tradicional marca italiana de sorvetes Spica, e Magnum, marca mundial da Unilever. Mas a dupla já era conhecida do público brasileiro quando foi relançada pela Kibon, entre 1998 e 1999. Cornetto havia estreado no País com a Gelato, em 1971. Já Magnum, lançado em 1993, ficou um ano no mercado, o suficiente para deixar muitas saudades. De volta pelas mãos da Kibon, as marcas cresceram, ganharam novas versões, edições especiais e campanhas publicitárias ousadas. Ao mesmo tempo em que se lançava em um mercado mais amplo, Kibon recebia o reconhecimento por décadas de relação com o público, por sorvetes inesquecíveis e por ações como o patrocínio à Fórmula 1 e à natação, que colocaram a marca no freezer e no coração dos brasileiros. Em 1991, o jornal Folha de S.Paulo instituiu o prêmio Top of Mind, que passou a identificar anualmente as marcas mais lembradas pelos consumidores, e Kibon foi líder absoluta na categoria sorvetes. Além de manter a medalha de ouro em todas as edições seguintes, Kibon consagrou-se como a maior e mais querida marca de sorvetes do Brasil.
A marca do coração Em 2001, a Kibon comemorou 60 anos de Brasil, mantendo sua liderança  no mercado de sorvetes. O ano anterior fora fechado com índices recordes: 520 milhões de litros de sorvete vendidos e um consumo per capita de 3,2 litros. A marca atingiu a maturidade falando com todos os públicos, do garoto fã de desenhos animados às mulheres mais sofisticadas.
O consumidor dos anos 2000 é diferente daquele visto em toda a história da marca: tem pouco tempo e muitas opções; é mais exigente e quer prazer, características da busca por equilíbrio, qualidade de vida e exclusividade típicas do novo milênio.
Kibon responde com dezenas de novas criações a cada temporada. O conceito de sofisticação ganha força com lançamentos especiais de Cornetto, Magnum e das linhas Dellice e Carte d’Or. Edições únicas, como o sorvete de panetone para o Natal, fazem a festa em família. As crianças se divertem com delícias assinadas por personagens infantis de sucesso.
Jovens reúnem-se nas sorveterias Kibon Soft Ice e ao redor das máquinas expressas para preparar Cornettos. Nos anos 2000, o logotipo inaugurado em 1999, um coração, continua a celebrar essa longa relação afetiva.
EVOLUÇÃO DO LOGTIPO
EVOLUÇÃO DO PICOLE CHICABON
(Lançado em 1942 e sinônimo de sorvete de chocolate, o Chicabon completa 65 anos. Diz a lenda que o nome Chicabon foi uma homenagem de John Kent Lutey, dono da Harkson, a uma mulata do Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro (onde ficava a fábrica), chamada Francisca, a “Chica”, cuja beleza o encantava.Ao longo dos anos, Chicabon passou por diversas modificações, no visual e no sabor. Para marcar os 65 anos do sorvete, a fórmula original, de chocolate e malte, foi ressuscitada e embalagens comemorativas acabam de ser criadas pela Matriz Escritório de Desenho.)
KIBON-SORVANE
Para completar a história da Kibon é preciso também descrever um pouco da história da Sorvane no mercado do Norte e Nordeste.
O grupo Tavares de Melo fundou em 1953 as Indústrias Alimentícias Maguary, que atuava no segmento de sucos de frutas e outros alimentos. Por ser fornecedor de polpa de frutas para a Kibon, em 1970, a Maguary decidou diversificar a sua linha de produtos passando também a fabricar sorvetes. Em 1971 a Kibon abriu uma fábrica em Recife o que acirrou a disputa no mercado de sorvetes. Os sorvetes Maguary logo ganharam aceitação e reconhecimento do mercado regional e posteriormente, nacional. Em 1976 a Kibon e a Maguary realizaram uma joint venture (50% de participação para cada uma), criando a empresa Sorvane – Sorvetes e Produtos Alimentícios do Nordeste. Era uma questão de ganhos de escala e eficiência. A Sorvane passou a atuar no mercado Norte e Nordeste com a marca Maguary Kibon, já que a marca Maguary era muito forte no mercado regional. Em 1984, com a venda da Maguary para a Souza Cruz (fabricante de cigarros), a Sorvane não poderia mais usar a marca Maguary no mercado de sorvetes, passando então a atuar no mercado com a marca Kibon Sorvane.
A parceria com o grupo da Philip Morris (que havia adquirido a Kibon) durou até 1997, quando a Unilever adquiriu a Kibon no Brasil. Porém o Grupo Tavares só vendeu os seus 50% de participação na Sorvane em 2000, quando a marca Sorvane foi definitivamente retirada do mercado. A marca Kibon foi então unificada em todo o Brasil. Atualmente,  a marca Sorvane permanece no mercado apenas como “marca combate” na linha de sorvetes em potes revendida em supermercados.
Para concluir é importante ressaltar que a Sorvane sempre teve uma atuação estratégica alinhada a Philip Morris, porém gozando de bastante independência para lançar e gerir produtos e campanhas regionais que fizeram muito sucesso em sua época. Alguns produtos lançados pela Sorvane:
  • Cones Topless e Dansk
  • Picolés Capricho, Canarinho, Leite Condensado, Chocoleiser
  • Copo São João (milho verde)
  • Fruttare sabores de Acerola, Cajá, Mangaba, Cupuaçú
  • Marca combate de sorvete em pote – Venice (atualmente substituída pela marca Sorvane)
  • Linha de Sobremesas Geladas
  • Sorvete Rocambole
  • Redes de Sorveteria Beijo Frio e Ice Cream Kibon Sorvane
A capacidade de pensar globalmente e atuar regionalmente garantiu a Sorvane uma liderança incontestável no mercado Norte e Nordeste, além de um relacionamento exitoso com os pontos de vendas e distribuidores da região.
VEM DO RIO DE JANEIRO A NOTICIA DO PRIMEIRO SORVETE VENDIDO NO BRASIL; UM NAVIO AMERICANO CHAMADO MADAGASCAR VINDO DE BOSTON, APORTOU NA CIDADE EM AGOSTO DE 1834 COM 217 TONELADAS DE GELO, DOIS COMERCIANTES CARIOCAS COMPRARAM A CARGA E EM 23 DE AGOSTO COMEÇARAM A VENDER SORVETES DE FRUTAS AOS CARIOCAS, NAQUELA ÉPOCA, OS SORVETES AINDA ERAM CHAMADOS DE “GELADOS” NO BRASIL.
PARA QUE O GELO NÃO DERRETESSE, ELE ERA ENVOLVIDO EM SERRAGEM E ENTERRADO EM GRANDES COVAS; ASSIM, ELE PODIA SER MANTIDO POR 4 A 5 MESES. COMO NAQUELA ÉPOCA NÃO HAVIA COMO CONSERVAR O SORVETE DEPOIS DE PRONTO, AS SORVETERIAS ANUNCIAVAM À HORA CERTA DE TOMÁ-LOS, CAUSANDO ALVOROÇO NA CIDADE. ANTES DO SORVETE, AS MULHERES ERAM PROIBIDAS DE ENTRAREM EM BARES, CAFÉS, DOCERIAS, CONFEITARIAS…  MAS QUANDO O SORVETE CHEGOU AO NOSSO PAÍS, AS MULHERES NÃO SE CONFORMARAM MAIS COM ESSA CONVENÇÃO E PASSARAM A INVADIR ESTES LUGARES PARA SABOREAREM OS GELADOS.
EM SÃO PAULO A PRIMEIRA NOTÍCIA DE SORVETE QUE SE TEM REGISTRO É DE UM ANÚNCIO NO JORNAL A PROVINCIA DE SÃO PAULO DE 04 DE JANEIRO DE 1978, QUE DIZIA: “SORVETES- TODOS OS DIAS ÁS 15 HORAS, NA RUA DIREITA N°14”
para os apreciadores da marca kibon estou postando mais duas imagen de propaganda que me foi cedida por Ana Caldatto e Lu Fontanete
espero que gostem…
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11 respostas para HISTÓRIA DA FABRICA DE SORVETES KIBON E A HISTÓRIA DO SORVETE NO BRASIL

  1. Paulo disse:

    Gostaria de saber pq nao voltam mais a fabricar os produtos chocolates Ki-Bamba, Ki-Leite, Ki-Coco, Ki-Passas, Ki-Coisa e Lingote.
    Nossa familia adorava esses produtos.

  2. Eli Campos Perez disse:

    Prezados senhores, cordiais saudações.

    Antes de mais nada, obrigado,muito obrigado pela viagem que fizemos juntos.

    Rever a história da Kibon, foi voltar a minha infância, distante mais de cinquenta anos. Tempo maravilhoso, com o qual a juventude de hoje nem sonha, já que, com raras excessões, não se aventura a ultrapassar um teclado de computador, se fecham em celulares e outros itens que separam umas pessoas das outras, etc.

    “Chupar picolé” e “tomar sorvete”, sempre foi algo como, no mínimo, tocar piano a quatro mãos: em família ou com os amigos… De outra forma não poderia ser. Eramos felizes e sabíamos, sim.

    “Lata de sorvete”, “tijolo de sorvete”… Que pit stop maraviloso nessa viagem aopassado!!! Quem curtiu a expectativa de tentar adivinhar o sabor que o pai traria para o lar, curtiu. E o sentimento de superioridade em relação aos irmãos e amigos quando nossos pais escolhiam um dos filhos e diziam ao sortudo: “Você escolhe…”. A minha escolha sempre foi e ainda continua a ser “chocolate!!!” ou a base dele.

    Também aproveito a oportunidade para dar duas sugestões:

    01)Senti no texto a falta de informações sobre o Pirulito Kibon. Os sabores eram variados ( o meu preferido era o de chocolate, claro), vinham espetados numa borda superior dos carrinhos de sorvete que pululavam nas praias de Santos (SP). E já que “criança é criança”, sabem os senhores o que fazíamos com os palitos dos pirulitos? Setinhas!!! Sim, com uma aleta direcional de papel, colocada em um extremo, cuidadosamente cortado. No outro extremo enfiáva-mos uma agulha, que depois amoláva-mos. Aí era só acharmos um alvo, que poderia ser uma fruta ou um desenho e mandar ver… Competição iniciada, que vencesse o melhor. As vezes, brincávamos de circo, e o alvo era literalmente um dos amiguinhos do momento: a idéia era jogar as setinhas como o atirador de facas!!! Tudo ia bem até o momento em que alguém “errava o alvo” e acertava o voluntário….rsrsrsrsrsrsrs.

    Por favor, falem do pirulito!!!

    02) Nos jogos de futebol, as redes de TV anunciam: “Pintou a bolinha!!!… Tem gol na rodada”. Por que não: “Kibon!!! Pintou a bolinha, Tem gol na rodada” – Dessa forma, mais uma vez, estaríamos “amarrando” a Kibon a um momento de muito prazer, de muita energia e alegrias. Imaginem o impulso nas vendas ds produtos Kibon, com o seu nome sendo lembrado e relembrado em competições como a Copa das Nações, Copa do Mundo, Camponato Brasileiro, Libertadores da America, o torneio no Japão, os campeonatos regionais de futebol, etc.

    Detalhe: na briga do custo X benefício do tempo investido e pago para os locutores de TVs ( e por que não de rádios, também), cerca de um segundo, para falarem “Kibon”, a coluna dois ganha de lavada!!! Por que não tentar ou ao menos pensar no assunto?

    Prezados senhores, muito obrigado pela atenção e um forte abraço, daqueles que nos fazem sentir dois corações no peito e o prazer dos sorvetes Kibon.

    Eli Campos Perez

    • chimbica91 disse:

      caro Eli Campos e um prazer proporcionar tanta alegria e recordação as pessoas gosto muito de pesquisar historia de marcas antigas que marcaram a nossa época sou de 72 então peguei o final de muita coisa boa que tinha nessa época mais também me lembro de muita coisa boa atendendo a seu pedido consegui uma propaganda do pirulito da kibon espero que goste abraço.

      • Eli Campos Perez disse:

        Prezado senhor, cordiais saudações.

        Muito obrigado pelo retorno e por dispender de seu tempo para comigo.

        Gostei da propaganda do pirulito. Valeu!!!

        Um forte abraço e um feliz 2013!!!

        Eli Campos Perez

  3. Patricia Mattoso disse:

    Como era delicioso aquele pirulito de chocolate!

  4. Beth Avila disse:

    Pq a Kibon não esta distribuindo o sorvete (pote 2l) de chocolate ? P mim, é o melhor sabor no inverno principal/e. Estou comprando o de chocolate da Nestlé e por isso resolvi experimentar as versões da marca feitas à base de chocolate, descobri q é tão bom ou melhor q o da Kibon. Os q acompanham os sabores das barras: Laka, Charge, Prestígio, etc..são fantásticos, cremosos e deliciosos e a embalagem e o peso não mudou. A Kibon lançou 1,5L com o valor q se pagava 2 L, não é uma boa tática de venda. O consumidor pode até ser feito de bobo se ele pode e quer o produto, mas nesse momento de mudança, quem gosta do produto, tende à experimentar outras marcas e é nesse momento q a Kibon corre o risco de perder alguns milhares de consumidores.
    O preço pode ser definidor de tendência à mudanças. Espero estar colaborando p q isso não aconteça. Grata pelo espaço e a oportunidade.
    Beth Avila

    • chimbica91 disse:

      ola Beth e isso mesmo mas pagamos a marca não e mesmo lançaram uns potes de 1,5 com o valor de 2 litros com sabores novos eu ainda não expermentei mas tive vontade (achei muto caro) eu vi no sabado uma geladeira na padaria cheia de potes de 1,5 no domingo quando voltei para comprar pão acredite ou não a geladeira estava desligada pois não havia mais sorvete, tinham vendido tudo…. então quem e culpado nos mesmo que fazemos a marca crescer junto com o preço…

  5. Guilherme Acciarito disse:

    Gostaria muito de saber da historia, da trajetória que fizeram a esta grande marca, os distribuidores Kibon, os primeiros, como era etc…
    Sei porque meu avô foi com muito orgulho um deles e sei que sem eles a Brasil desse tamanho não ia na velocidade que foi obter o sucesso. Queria saber da história desses grandes parceiros

  6. lucilene meneses disse:

    eu amo magnum e gostaria de ter vários na minha geladeira como eu faço esse milagre

  7. Dhna disse:

    onde é a sede e as filiais

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