Caçadores de tesouros…

                                                                                                   003De figurinhas a antiguidades, há 60 mil itens colecionáves em todo o mundo e muita gente querendo encotrá-los. Saiba por que o hábito de fazer coleção nunca sai de moda;

papéis de carta,selos bolinhas de gude, figurinhas ou revistas; Atire a primeira pedra quem nunca fez uma coleção em toda a vida. Embora seja um hábito comum na infância e na adolescência, colecionar é também tarefa de gente grande. Não faltam exemplos de pessoas que construíram tesouros reunindo arte, jóias, carros e antiguidades em geral. Mas se engana quem pensa que o valor de uma peça se restringe ao seu preço.

“Todo colecionador é antes de tudo, um estudioso. Em termos culturais e emocionais, o acervo de um fã de figurinhas, que junta álbum de diversas épocas e estilo, é tão valioso quanto o do museu do luvre”, explica a pesquisadora Renata Lima, fundadora do instituto de pesquisa do colecionismo (IPC), site que divulga informações históricas e cientificas sobre a prática.

004É assim que se sente Adriana Ferreira Cipolatti, 40 anos, em relação á sua coleção de balas PEZ. Criadas em 1927, pelo confeiteiro austríaco Eduard Haas III, as guloseimas feitas de hortelã e açúcar nem são tão gostosas assim, já suas embalagens, no formato de cabeças de personagens famosos dos desenhos animados da musica e do cinema viraram febre no mundo desde 1955, quando foram lançadas. A coleção de Adriana começou há 12 anos, quando seu marido, Jose Fernando, lhe deu uma embalagem de PEZ no formato de um legionário romano do personagem do quadrinhos ASTERIX “ coloquei a caixinha sobre a mesa de trabalho e meus colegas começaram a me presentear com outras. Hoje já são 295 e fizemos um móvel em casa para comportá-las”conta. A maioria das peças no entanto, foi adquirida em uma viagem do casal ao estados unidos há dois anos. “ descobrimos um museu de PEZ numa cidadezinha próxima a são Francisco e compramos mais de cem itens lá”, diz. Adriana não sabe precisar quanto já gastou com o hobby, mas afirma que o valor das embalagens variam de seis a mil dólares.

 

A coleção de Adriana começou há 12 anos, quando seu marido, Jose Fernando, lhe deu uma embalagem de PEZ no formato de um legionário romano do personagem do quadrinhos ASTERIX “ coloquei a caixinha sobre a mesa de trabalho e meus colegas começaram a me presentear com outras. Hoje já são 295 e fizemos um móvel em casa para comportá-las”conta. A maioria das peças no entanto, foi adquirida em uma viagem do casal ao estados unidos há dois anos. “ descobrimos um museu de PEZ numa cidadezinha próxima a são Francisco e compramos mais de cem itens lá”, diz. Adriana não sabe precisar quanto já gastou com o hobby, mas afirma que o valor das embalagens variam de seis a mil dólares.

Especialista em coleções

Fascinada pelos documentos antigos que havia herdado do seu pai, a especialista no tema Renata Lima começou a estudar coleções aos 13 anos de idade e não parou mais. No final da década de 80 realizou diversas pesquisas sobre o assunto nos Estados Unidos e voltou ao Brasil na década de seguinte para se dedicar á divulgação do “colecionamento”, definido pela maioria dos dicionários de língua portuguesa á época.

Em 2002, fundou o IPC, que conta com a participação de acadêmicos brasileiros, americanos e ingleses. “infelizmente estamos 150 anos atrasados nesse assunto em relação á Europa  e aos Estados Unidos, países que acreditam que colecionar é uma maneira de preservar  a cultura e as tradições. Aqui ainda se pensa que coleção é coisa de criança”, diz Renata.

Ainda de acordo com a estudiosa, o ato de colecionar acompanha o homem desde a pré- historia. Mas os registros mais remotos de coleção são do oriente, precisamente da Índia.  “ os indianos valorizam muito a preservação de suas tradições. Seus livros sagrados, os vedas, são guardados de forma organizada desde sua composição,estimada entre os anos 2000 AC a 1000 AC”, explica.se na antiguidade o homem gostava de guardar objetos de seu cotidiano e de sua cultura, recentemente passou a fazê-lo com itens belos e raros. “ as coleções como conhecemos hoje, surgiram no século XX por volta de 1910, principalmente por influência da França, que se espalhou pelo mundo o hábito de adquirir e guardar cartões postais e quadros valiosos que, além de bonitos, eram também símbolos de status” diz Renata.

Um ato de prazer

Não há como negar que o colecionismo tenha um forte componente emocional, basta lembrar o prazer que surge ao completarmos  um album de figurinhas, conseguir aquela miniatura que tanto queríamos. “O ato mexe com diversas emoções , desde a paixão  por determinado assunto, passando também pela nescessidade de organizar o universo interno por meio da organização  externa”  explica a psicóloga Sâmara Jorge, de São Paulo. Em alguns casos, a compulsão por guardar qualquer objeto, sem que haja uma motivação afeitva, pode

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sugerir um quadro de transtorno obsessivo compulsivo  (TOC) “Na maioria das vezes,colecionar é apenas um hobby que proporciona grande prazer. O que diferencia o hobby da compulsão  é saber a serviço de quê se faz uma coleção. Ou seja qual o propósito envolvido no ato de colecionar” acrescenta Sâmara. Sob a ótica da servidora pública  Elvira Pereira Saito, 41 anos, e seu marido, o taxista Fábio Toshio, 40 anos, colecionar é uma forma divertida de organizar as memórias do casalgeladeira  “Temos mais de 500 ímãs de geladeira a maioria trazidas do Japão, onde vivemos por quatro anos. São  minipratos de porcelana, alimentos, miniatura de monumentos e utilidades domésticas. Mas eles não ficam na geladeira, e sim em uma caixa para não quebrarem” diz. O casal também guarda camisetas de lugares turísticos  e papeis de carta, recolhidos por Fábio desde a adolescência . Para a pesquisadora Renata Lima, o conceito básico do colecionismo está diretamente relacionado á nescessidade do ser humano de possuir coisas, de alimentar desejos internos e de suprir carência emocionais. Da mesma maneira, a prática pode funcionar como terapia, uma vez que dá sentido á vida de pessoas que “perderam a alegria de viver”.

A coleção real   

Bem longe da coleção de embalagens de balas está a royal collection  (coleção real) mantida pela família real britânica, em Londres. São pinturas desenhos, aquarelas, mobílias, cerâmicas, relógios, pratarias, esculturas, jóias, livros, manuscritos, impressos, mapas, armaduras, leques e tecidos. Apesar de ser detida em confiança pela rainha, a coleção não pertence a ela e sim ao povo britânico ou, quiçá, á humanidade. São centenas e variados objetos, mas chama a atenção a quantidade dos famosos “ovos fabergé” mantidos  como parte da coleção real no       -Royal-Collection palácio de Buckingham. Criados pelo joalheiro russo Peter Carl fabergé no século XIX, os ovos eram encomendados pelos czares Alexandre III E Nicolau II, que os ofereciam anualmente aos seus familiares na época da páscoa. Seja com os milionários ovos farbegé ou uma curiosa e simpática coleção de embalagens de bala, colecionar é muito mais do que juntar objetos. “colecionar mexe com a adrenalina tanto quanto um esporte radical. Quando um aficionado encontra o item que faltava em sua coleção sente a mesma emoção do alpinista que chega ao topo do Everest”, finaliza a pesquisadora Renata Lima.

pesquisa feita na revista do conselho regional administrativo de são paulo
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